sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O grande e o pequeno

Claro que deve ter uma explicação.
Mas, à primeira vista, parece contraditório: Reparem que nas eleições "grandes", quando se pretende escolher quais as políticas melhores para os países é sempre visível o desgaste da política que foi escolhida pela última vez. Recentemente vimos o resultado de eleições na Noruega onde ganhou a Direita. Aliás o que já tinha acontecido na Suécia e na Dinamarca. Ou seja os países onde era mais forte o estado de bem-estar social, acharam que já chegava. (nem devem saber como é viver na insegurança...) e dias depois foi a Austrália que votou à Direita.  Que me lembre  assim de repente, porque há mais de certeza.
Ena, ena. Como isto não pode ser uma onda maléfica por causa de o ano terminar em 13 ou coisa assim, o provável, e que dizem os entendidos, é que este fenómeno seja causado pelo desgaste que anos de governo de terminado tipo causa nos eleitores. É um pêndulo, parece.
Mas isso não se passa com o Poder Local. Nã, nã, aí parece tudo reger-se pela regra do vinho do Porto, quanto mais antigo melhor. Os eleitores nas autárquicas usam a norma "este-já-eu-conheço-sei-lá-se-um-outro-não-é-ainda-pior". Porque a verdade é que se tem de acreditar que os eleitores sabbem em quem votam, não vão ao engano. O caso, que não sendo autarquia também não é governo central, mais extraordinário é o do Jardim na Madeira! Há 35 anos, parece-me... e dura, dura, dura mais do que as pilhas duracell. E o levantamento dos diversos dinossauros do Poder Local diz-nos coisas interessantes sobre a sua força, como este cheque-mate fantástico do T.C que fintou o espírito da lei por uma questão gramatical Uau!
Mas isto deve ter uma explicação sócio-psicológica. Os governos, parlamentos, essas coisas, como estão muito longe, ressalta só a teoria, vê-se tudo com mais frieza. Será? As Câmaras, Juntas de Freguesia, etc, pelo contrário estão perto demais. Alguns dos candidatos até pagam a conta da luz aos moradores mais aflitos... E vai-se pensando "este aqui já o conheço", não me vou aventurar que ainda dá para o torto.
Ups! Mas e então os Presidentes da República? Esses dobram sempre o mandato!!! Também se pensa "já te conheço" se calhar.
Complicado, não?


Cereja

4 comentários:

Joaninha disse...

Bem visto :)
E os dinossauros de brincar parecem bem inofensivos, não sei se os verdadeiros são tão pacíficos. E achei muita graça aos pequeninos, é que é de pequenino que se torce o pepino - ou seja se aprende os truques. Acho que há para aí uns delfins que a sabem toda! :))))

cereja disse...

Poizé, amiga.
Começam muitos deles de pequenininhos. Mas chegam lá! Lugar vitalício, quase...

Hipatia disse...

Quando li o título do post, pensei que ias falar do pequeno Paulo Portas que anda à procura de um grande palácio onde se instalar ;-)

cereja disse...

Ui, ui, Hipatia! Esse então não gosta do poder, adora-o!!! É o ar que respira. E a convicção com que fala, aquilo não se aprende no teatro é inato...