sábado, 13 de agosto de 2016

Os livros de auto-ajuda (?!)

Quando era criança estava na moda (?) um livro com um título que eu achava engraçado, chamava-se «Como fazer amigos e influenciar pessoas» escrito nos finais dos anos 30. Eu era muito criança mas achava curioso que se confessasse à cabeça que se desejava 'influenciar pessoas' coisa que a ética daqueles tempos não aprovava. Foi o primeiro livro tipo auto-ajuda de que ouvi falar e dado o sucesso que teve decerto auto-ajudou o Dale Carnegie a ficar rico...
Essa galinha dos ovos de oiro nunca mais deixou de pôr ovos. Sabemos que os escaparates das livrarias estão cheios de livros com bons conselhos. Escritos por uns senhores, peritos em embrulhar o óbvio de um modo atraente, mas que decerto vendem muito ou não os escreviam.
Li agora uma referência a um escrito por uma senhora que é psicóloga, psicoterapeuta e assistente social! Ena! E ensina-nos quais são as  treze coisas que as pessoas com força mental não fazem. Ela, obviamente, tem força mental e não as faz.
Ora são uns bons conselhos, que faziam imensa falta, nunca, jamais, por nós próprios nos teria ocorrido tais surpreendentes coisas: 1- Não perdem tempo a sentir pena de si próprios 2 - Não abdicam do seu poder 3 - Não fogem da mudança 4 - Não focam a atenção no que não podem controlar 5 - Não se preocupam em agradar a todos 6 - Não têm medo de assumir riscos calculados 7 - Não se perdem no passado 8 - Não repetem os mesmos erros 9 - Não ficam ressentidos com o sucesso dos outros 10 - Não desistem após o primeiro fracasso 11 - Não têm medo de estar sozinhos 12 - Não sentem que o mundo lhes deve alguma coisa 13 - Não esperam resultados imediatos.

Estão a perceber? Fácil, fácil... Não se deve perder tempo a sentir pena de si próprio (coisa que se faz voluntariamente, claro) e sim «ver o bom que há no mundo e apreciar aquilo que tem».  E não abdicar do poder - qual poder? E não repetir os mesmos erros, oh não me tinha lembrado disso! Etc.
Mas esta senhora que certamente tem uma «força mental» excelente, escreveu isto tudo, está traduzido em várias línguas, o que a deve auto-ajudar bastante. Mas que bom!




Cerejas


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