Li esta manhã uma notícia que me remeteu para para outra e esta veio recordar ainda outra.
Complicado isto.
Pintar nas paredes não é de agora, muito pelo contrário. Os murais que são uma magnífica forma de arte, já existiam na antiguidade. E houve famosos pintores de murais. Mas...
Pintar nas paredes não é de agora, muito pelo contrário. Os murais que são uma magnífica forma de arte, já existiam na antiguidade. E houve famosos pintores de murais. Mas...
A verdade é que desde que inventaram a lata de spray para a tinta, tudo levou uma grande volta. Quando eu era criança, se me desse na cabeça pintar uma coisa num muro tinha de arranjar um pincel e uma lata de tinta - que se podia entornar e era tudo prejuízo. E era caro! Quando muito escrevia-se na parede com carvão, mas nada que se compare com o que aconteceu com o advento destas técnicas modernas. Muito prático, permite que grupos à compita entre si, muitas vezes com uns copos ou uns fumos a mais, entrem em roda livre e, de lata em punho, caiam em pleno vandalismo. Muitas vezes preciso de sinais de trânsito, placas informativas, monitores de multibanco mas vejo-os inutilizados por pinturas. Outras vezes vejo prédios acabadinhos de pintar, já irreconhecíveis por pinchagens grosseiras e feias. E caixotes de lixo. E cabines telefónicas. E janelas de comboios.
É certo que há a outra faceta da moeda. Os graffiters que desenham mesmo a sério. Que deixam paineis que merecem respeito, que devem ser preservados. E isso é o que é complicado, porque um anti-graffiter possuído de raiva já não distingue nada e se começa a limpar leva tudo a eito, mesmo o que que se trate de um trabalho bom e interessante.
Mas a questão é mesmo separar as águas. Onde termina a pintura e começa o vandalismo...? Porque, sejamos francos, 90% do que se vê é vandalismo puro e simples!!!
Será que os que percebem da coisa, não poderiam dar umas aulas, em atl por exemplo, para mostrar como-é-que-se-faz?... E, sobretudo, como e onde é que NÃO SE FAZ.









