........disse Cohn-Bendit. Juntamente com «soyez realistes demandez l'impossible» é uma frase que marcou a minha geração.
Mas talvez apenas a minha geração.
............
Ontem, no facebook, uma amiga (a sério, não amiga faceboqueana) lembrou-se de lançar uma espécie de desafio. Com base no que estamos enjoados de ouvir, ou seja uma desmarcação cerrada da Grécia, afirmado em todos os tons, que não temos nada a ver com ela para escaparmos ao ataque das agências de rating, criou-se uma página a que ela deu o Título «Somos todos gregos». E, à minha conta, reenviei o contacto para quase todos os «amigos facebook», além de imaginar que à sua conta ela também o tivesse feito e por efeito de cadeia, em breve haveria muitas pessoas a partilhar a ideia.
Desapontamento!
A minha primeira surpresa foi tanta gente não entender o título. Recebi algum feed-back nessse sentido, a frase evocava alguma coisa que não se sabia bem o que era. Coisa estranha para mim.
A segunda surpresa, foi que neste momento – fui lá espreitar – e há apenas 15 pessoas que «gostam». Quinze. Quando, a gracinha mais insignificante fácilmente atinge umas dezenas de «likes» no facebook.
Falta alguma coisa. Não devemos dominar ainda a técnica do fb, ou sou muito ambiciosa e desejava uma resposta mais rápida mas isto é normal, ou realmente as pessoas estão de acordo que amigos amigos gregos à parte.
Mas o ser a Grécia não é o que está em causa. Como disse lá essa minha amiga na frase que iniciou esta experiência, e eu transcrevo tal como ela escreveu:
«Quanto mais os "nossos" dirigentes tentam mostrar aos outros que Portugal é diferente da Grécia (admito que seja) mais eu me sinto grega. Não me importaria de encetar um movimento de solidariedade do género 'neste momento somos todos gregos'. ou todos do Sul, ou todos pobres, ou todos indignados, ou todos mal governados, ou todos bem lixados.»
Pois é.
Pé-de-Cereja









