Este post ainda antes de o escrever já o classifiquei com a etiqueta de "Resmunguices e embirrações" Porque aceito humildemente (humildemente, o caraças!) que seja uma-questão-de-idade. Mas há palavras que levaram uma reviravolta durante a minha existência, e isso faz-me muita impressão, mesmo que seja caso insignificante.
É que não sei que maldição atingiu o pobre do verbo «pôr».
O dicionário quanto a este verbo dá-nos uma lista de dezenas de casos onde o termo se aplica e bem. Incluindo como correcto também o significado de meter quando acompanhado por 'no' ou 'dentro' [pôr no, ou pôr dentro]
O dicionário quanto a este verbo dá-nos uma lista de dezenas de casos onde o termo se aplica e bem. Incluindo como correcto também o significado de meter quando acompanhado por 'no' ou 'dentro' [pôr no, ou pôr dentro]
Depois temos a palavra meter também com diversos significados mas nunca se substituindo a pôr. O verbo meter tem em si a noção de introduzir - fechar, esconder, incluir, entrar, etc.
Ou seja, em bom português, o verbo pôr que é muito abrangente pode também querer dizer meter, mas a inversa não é verdadeira.
Ou seja, em bom português, o verbo pôr que é muito abrangente pode também querer dizer meter, mas a inversa não é verdadeira.
Tenho uma amiga, pessoa até muito educada, mas que tem uma frase um tanto grosseira referente a esta caso (vou dizer baixinho, que este é também um blog educado) «Só se mete onde há buraco!» e assim arruma com a questão.
Quando nasceu esta moda, já há uns anos, ainda fiz figuras parvas. «Olha, mete aí na mesa!» e eu à procura da gaveta da mesa... Ná, era para colocar em cima da dita. «O vestido é giro mas eu metia-lhe outros botões», e eu a apalpar os bolsos. «Já meti no fogão» e eu a pensar que era um assado no forno, mas afinal tinha posto o tacho ao lume. «Ok. Já meteu o carro» - ah, eu não sabia que tinhas garagem... Nã, nã, tinha-o 'metido' em cima do passeio.
E por aí fora. Mete-se uma música quando se liga o rádio, mete-se um casaco quando está frio, mete-te aí ao lado da tua irmã, mete o acento nessa palavra, meti a mala na cadeira...
Depois habituei-me e já descodifico. É geral. Deve ter sido uma evolução da língua falada, que já está consolidada, vejo pessoas de todas as idades a dizê-lo...
Quando nasceu esta moda, já há uns anos, ainda fiz figuras parvas. «Olha, mete aí na mesa!» e eu à procura da gaveta da mesa... Ná, era para colocar em cima da dita. «O vestido é giro mas eu metia-lhe outros botões», e eu a apalpar os bolsos. «Já meti no fogão» e eu a pensar que era um assado no forno, mas afinal tinha posto o tacho ao lume. «Ok. Já meteu o carro» - ah, eu não sabia que tinhas garagem... Nã, nã, tinha-o 'metido' em cima do passeio.
E por aí fora. Mete-se uma música quando se liga o rádio, mete-se um casaco quando está frio, mete-te aí ao lado da tua irmã, mete o acento nessa palavra, meti a mala na cadeira...
Depois habituei-me e já descodifico. É geral. Deve ter sido uma evolução da língua falada, que já está consolidada, vejo pessoas de todas as idades a dizê-lo...
Tenho de deixar de embirrar, até porque já percebi que não fica bem dizer «pôr». A galinha é que põe um ovo, já ouvi dizer entre risinhos. As pessoas não são galinhas, não põem, metem!
Ah sim????!!!
*keiaurncfsdr....Oawxdhgfadhdvhzd*
Rabugice.
Tem de me passar. Talvez logo veja um belo meter-do-sol, que o dia está lindo!
*suspiro fundo*
*suspiro fundo*
Sim senhor! Meteu a colher na boca! Certo. ;)
Cereja









