sábado, 13 de outubro de 2012

Não se cansam e não desistem...!!!!

E quem já anda cansada, farta, sou eu.
Há anos e anos e anos que oiço a mesma cantiga. Tanto repetida acaba por ganhar foros de verdade... Pensam que o mundo do trabalho divide-se em dois grupos apenas (não, não é o que começaram a pensar, os que ganham muitíssimo para a função que exercem e para as suas competências, e os que ganham abaixo do que seria justo para esse padrão de exigência, nada disso) os que trabalham para o sector público e os que trabalham no privado. E mais nada. O primeiros são uns lordes, só têm privilégios, os segundos umas vítimas que até pagam com o seu esforço o ordenado dos primeiros que se limitam a arrecadar um vencimento fixo no fim do mês.
E esta imagem repete-se, repete-se, repete-se até à exaustão!
Li há pouco de novo, que Bruxelas critica a opinião do Tribunal Constitucional de que era inconstitucional o corte dos subsídios aos trabalhadores do Estado porque a Função Pública ganha mais 20% do que o sector privado e mais nada! Que injusto, hã?! Mais vinte por cento, não é brincadeira, é um abuso!!!
Na continuação lá se reconhece que afinal essa gente aproveitadora afinal tem mais formação do que a amostra com que é comparada. Aaaaah! Então, se calhar, nesse grande conjunto que é o sector privado, ou seja não-público, entra todo o sector primário - os trabalhadores rurais, pescadores, mineiros - e o sector secundário - todo o trabalho fabril - pessoas que devem ganhar dignamente sem a menor dúvida, mas que na sociedade onde vivemos têm menor formação académica e menores ordenados. Se pensarmos que nos trabalhadores do estado se encontra toda a classe médica e de enfermagem, todos os professores, a magistratura, até é de estranhar que a Função Pública na generalidade SÓ ganhe mais 20 % do que o sector privado.
Haja pachorra!



Pé-de-Cereja

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Encadeado de consequências

Tenho duas imagens em mente ao começar agora a escrever: ou 'efeito dominó' onde se imagina peças de dominó a caírem umas em seguidas às outras, ou 'bola de neve' onde uma  bolinha de neve começa a rolar no meio da neve e dentro em breve é uma enorme bola de neve... Há também a teoria do caos de que eu não percebo nada, mas fala no 'efeito borboleta'  uma borboleta que bata as asas no Japão  pode desencadear um tufão nos antípodas (?!)...
Bem, tudo isto me tem vindo à cabeça pela situação económica europeia e sobretudo portuguesa.
É tão chocante o efeito não apenas dominó, parece-me mais 'bola-de-neve' de todas esta terrível situação!
A crise económica.
Muitas vezes imagina-se "e se fosse eu?" e ficamos assustados apenas com pensar nisso, porque no fundo acreditamos que o nosso emprego é estável, ou que temos um belo curriculum, ou que a nossa profissão é indispensável. Mas muitas vezes tudo oscila nem sequer por ter acontecido a terrível catástrofe do desemprego, mas porque uma outra fonte de rendimento importante desapareceu.
Tenho acompanhado de perto a situação de uma grande amiga, reformada, com uma reforma que lhe daria para viver sem luxos embora lhe bastasse a ela. O filho, desempregado, complica muito a situação mas ainda ia dando para viver porque é pessoa muito poupada. Contudo, o seu rendimento para além da reforma era também o que recebia da renda de um apartamento, alugado por um preço que todos concordavam, incluindo os inquilinos, não ser caro.
Mas agora, a bola de neve começou a rolar ou a primeira peça do dominó a cair... A empresa onde trabalhava o inquilino faliu. Segunda peça do dominó, ele deixou de pagar a renda. Terceira peça do dominó, com o orçamento muito mais limitado ela vai ter de dizer à sra Maria  que lá ia passar a ferro que não a pode manter. Quarta peça do dominó, a sra Maria vai tirar os filhos do infantário. E imagino que o infantário tenha de despedir pessoal, etc, etc. 
É uma espiral do inferno.
E que nos anda a engolir a todos.



Vamos travar isto?

Pé-de-Cereja

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A mesquinhice de certa "economias"

Os senhores gestores do metro não andam de metro.
Eu sei que são senhores importantes, com muito que fazer, e que não podem perder o seu precioso e caro tempo, em transportes públicos. Mas... É uma pena que não possam avaliar ao vivo o impacto de certas medidas.
Há pouco tempo inaugurou-se o prolongamento da "linha vermelha" até ao aeroporto. Excelente. Passou a servir Moscavide onde vive imensa gente, Encarnação com talvez menos, e sobretudo ligou o Aeroporto com a cidade de Lisboa, o que é utilíssimo. A maioria das grandes cidades, com aeroportos distantes, têm ligações por comboios e nem se percebia como Lisboa não tinha esta via tão fácil. Eu fui das que aplaudi este melhoramento.
Gostei. Foram 3 estações que desanuviam os transportes. E houve quase unanimidade nos aplausos ao bom aspecto da estação do aeroporto. Estava bonita. Funcional, arejada, limpa, bem iluminada e decorada com gosto e com graça. Um bom «cartão de visita» para o turismo.
Passou-se pouco tempo, pouco mais de 2 meses e a estação continua bonita, limpa, bem iluminada mas e depois...? Alguém que desembarca de um avião traz bagagem, mesmo que seja apenas de cabina. Para aquela estação, ou aquela linha, as carruagens são normais o que tem de ser, mas saem com intervalos tão espaçados como em qualquer outra linha o que quer dizer que ficam rapidamente atafulhadas mesmo com poucos passageiros e os que não entram ficam a encher o cais até ao próximo comboio. Mas, enfim, se calhar não há solução ( quem não é gestora até imagina que a solução era fazer sair mais comboios diminuindo os intervalos)
Agora o que é de uma miopia grave é diminuir nessa linha as carruagens ao fim-de-semana! Essa medida de economia (!?) entrou em vigor no Metro já há uns tempos. Como o fim-de-semana tem vulgarmente menos movimento os comboios chegam com intervalos muitíssimo maiores e têm metade do tamanho. Aliás uma falta de respeito pelos utentes está no facto de nas estações com um único átrio o comboio ir estacionar no final do cais obrigando quem o quer apanhar a uma grande corrida completamente escusada porque bastava estacionar mais atrás!
Mas na 'linha vermelha'...!?!? No caminho de e para o aeroporto?! O turismo é por excelência uma actividade de lazer e faz-se sobretudo apanhando fins-de-semana. O espectáculo de grupos a carregar malas, correndo pelo cais fora, e lutando para entrar numa carruagem de metro, deita por terra o mérito de uma estação alegre, bem iluminada, moderna.
Economias.  E depois gasta-se em campanhas turísticas? Tenham dó!
  

(bem sei que esta imagem não é de cá, mas... podia ser!)

Pé-de-Cereja

domingo, 30 de setembro de 2012

A cada um as suas poupanças

Todos somos diferentes, já se sabe. Muito diferentes. Ou seja, a 'escala de prioridades' varia tanto como as impressões digitais, o que dá origem a constantes incompreensões na nossa relação com os outros. "Esqueceste-te disto?! mas não vês como é importante??» enquanto o outro responde um sim meio indiferente, porque esteve preocupado com outra coisa importante para ele e secundária para nós. E actualmente nos consumos isso é gritante: é ver no tapete das caixas dos supermercados os produtos que estão a ser comprados que seriam supérfluos, no nosso ponto de vista. Para mim, um consumo que sempre achei estranho desnecessário é o da água de beber engarrafada.
Fui criada numa época em que a água vinha para a mesa num jarro. Não me recordo de "marcas" de água a não ser umas especiais como a "das Pedras" e talvez "do Vimeiro" que só se compravam quando se estava mal disposto. Portanto para mim, a água normal é a que sai da torneira. É certo que me lembro de ser criança e ferver-se a água, essa que depois ia para o jarro, e quando vivi em África havia um filtro e a água que bebíamos era filtrada. Cautela perante o que não se conhecia. Mas hoje a água das cidades é muito analisada, e podemos ver que a nossa conhecida "água da torneira" tem a garantia de bons especialistas em quem devemos confiar. Há casos onde ela não vem em condições? Pode ser, mas nesse caso aparecem logo avisos. E aquela que vem em garrafas de plástico, muitas vezes apanhando sol,  estará sempre nas melhores condições?
E voltamos ao princípio: será mesmo necessário comprar um produto igual centenas de vezes mais caro? Entre um papo-seco de 0,20 € e outro papo-seco de 40€....[ ups! quarenta euros um pãozinho?!]  afinal o que se faz com a água. Porque é relativamente barato, não se vê o conjunto mas o preço é esse. Para além dos milhões de garrafas e garrafões de plástico que se tem de reciclar!!!
Parece-me que esta era uma poupança que todos agradeciam (excepto as empresas das águas, claro está!)




Pé-de-Cereja

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Que bom que era viver aqui....

A publicidade é tão linda.
 ..................
E o que é maravilhoso é que é fabricada com factos, com verdades (algumas vezes, não exactamente...) apenas organizadas de um modo que passem um recado especial.
Vemos isso todos os dias na publicidade mais comezinha, da loja da esquina quando marca um produto a  1€ 99, ou seja quem veja ao longe com alguma desatenção pode parecer que aquilo custa quase metade do que custa na realidade... Não mente. Creio que é o Pingo Doce que tem um cartaz a dizer «os nossos produtos são tão baixos que começam no zero» com um exemplo desses, algo a 0,99 € (!!!) e isso também é verdade, claro, não estão ali para enganar ninguém!
Este filme publicitário, faz propaganda à nossa terra. São imagens (diz-se que a imagem não mente, o que é uma mentira é claro) lindas. Lindas de morrer. Parece que uma de Lisboa foi manipulada mas não interessa nada, as imagens que vemos são da nossa terra e são lindas.
Gostava imenso de viver ali.
(sem a outra feia face da moeda)




Pé-de-Cereja

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Não percebo nada de números

É verdade: eu cá sou mais letras. Se falarmos de literatura estou à vontade (sem exageros, claro) ou de ciências sociais e também gosto e sei um bocadinho de arte, e... respeito muito a matemática, um pouco de longe. Aprendi matemática em pequenita embora ainda por vezes me socorra dos dedos :D mas uso pouco. Então quando se fala de economia, de finanças, de coisas dessas é para mim pior do que chinês. Sinto-me bloqueada!
Mas, li ainda há pouco aqui  um título que diz «Alemanha paga para colocar dívida (...)» e fiquei baralhada. Olha! Atão a Alemanha tem dívida?.... É que ando surda de tanto ouvir dizer que somos a vergonha dos nossos antepassados por termos dívidas, e até nem acreditei quando disseram que os EUA também têm e muuuuuito, mas muuuito maior do que a nossa, tadinha. E agora vejo em letras grandes que a Senhora Dona Alemanha, que quer ensinar como cada um deve governar a sua casa, também faz um leilão da sua dívida de quatro mil milhões de euros. Ena!
Mas quando digo que não entendo nada de números e menos ainda deste tamanho,  tem a ver com a tal Economia que é língua que não falo, é ao ver que por cá está tudo contente e animado porque nesse tal leilão, Portugal conseguiu vender mais dívida do que o previsto [....]  com uma taxa de juro implícita de 2,967 %, inferior à de 4,537 % suportada pelo Estado em Abril. E parece que foi bom. Mas depois leio «o Tesouro alemão colocou hoje mais de quatro mil milhões de euros de dívida  sido obrigado a prometer juros aos investidores, ainda que num valor quase residual: 0,06%.»  Ou seja nós pagamos quase 3 % e eles 0,06 %?!
É isso!
O erro é meu. Deve fazer todo o sentido eu é que não atino com números...



Pé-de-Cereja

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Nem tudo o que parece é....


A violência doméstica anda muito falada, por um lado porque aumentou sobretudo na sua versão mais violenta e seguramente nos casos mais suaves porque há menos pudor em falar desses assuntos. E as pessoas estão mais atentas aos seus sinais, é claro
Ora bem.
Eu sou uma pessoa que por um lado vivo muito acelerada, por outro sou um tanto desastrada. Ando a correr por todo o lado, muitas vezes penso que corro mesmo quando não é de modo nenhum necessário. E, também tenho um mau golpe de vista - se vou depressa por um corredor ao passar uma porta bato no puxador ou na ombreira porque aos meus olhos aquilo devia estar uns centímetros mais distante.... Que vergonha.
Há já uns tempos, uns anos para ser sincera, por um acidente parvo de uma queda magoei-me num ombro num ângulo estranhíssimo. Depois de uma noite de dores fui ao Centro de Saúde onde mandaram fazer uma radiografia e me submeteram a um cerrado interrogatório para saber como-é-que-eu-tinha-feito-aquilo. Ainda hoje estou convicta de que ficaram com a ideia de que eu era espancada em casa mas não tinha querido dizer...
Há uns meses, virei a cara de repente sem contar com a porta de um armário aberta, e fiquei com uma nódoa negra na cara igualzinha à que teria depois de apanhar com um murro! Durante uns dias fui seguida na rua pelos olhares compadecidos de quem passava por mim.
E ontem, estava a tirar folhas secas de um vaso com uma planta e baixei-me de repente para apanhar uma coisa do chão. Ai, ai, ai!!!! A planta tinha uma 'guia' de acrílico transparente, praticamente invisível mas duríssimo que quase espetei a meio centímetro do meu olho direito! Resmunguei a meia voz  «Es-tú-pi-da!!!» e fui a correi lavar com água fria e pôr gelo, enquanto o meu filho inquiria «Passou-se alguma coisa?» e depois comentava «És mesmo muito bem educada!!!» o que nos fez rir os dois quando consegui respirar e ter a certeza de que olho não tinha sido atingido.
Ou seja, hoje mais uma vez vou andar de óculos escuros, para fugir às perguntas de «o que é que aconteceu». Pois. Uma auto-agressão...?!  Que raio de imagem que ando a transmitir, não é?
Ai a minha vida!!!!
Estúpida, pois então!

Pé-de-Cereja

terça-feira, 18 de setembro de 2012

À borla?....

As técnicas de venda vão-se aperfeiçoando e por vezes fico a pensar como se misturam as águas que separa a publicidade legítima da enganosa. Pode-se sempre dizer que houve uma má interpretação da mensagem, que não era isso que se dizia, etc e tal. Contudo, quando há muitas pessoas a entenderem a mensagem publicitária de determinada forma é porque ela é passível desse entendimento, não será?
Quando se paga adiantado um produto, todos entendemos que se está a pagar adiantado se for um bem material.  Compro um objecto que não me é logo entregue, mas está pago. É uma coisa muito clara.
Quanto  aos produtos que vão sendo consumidos durante um certo tempo, costuma-se pagar periodicamente ao fim de algum tempo (um mês, é o mais comum). Pagamos a água, a electricidade, o gás no final do mês e para o caso de não se pagar existia uma caução, um dinheiro que se pagava à cabeça para prevenir esses casos.
Desde há uns tempos apareceu a moda dos pacotes. Comprava-se determinado produto e com o pagamento inicial estava incluído a sua utilização as vezes que apetecesse ao comprador - poucas, muitas, isso era indiferente. É um negócio com algumas vantagens de parte a parte, o comprador já sabe o que paga por mês e não se preocupa com as vezes que utiliza o produto, o vendedor recebe antecipadamente um bolo global e mesmo que o cliente não utilize os benefícios, o dinheiro já entrou...  Entende-se bem. É um produto pré-pago. O.K. O 'interessante' é quando nos aparece a mensagem de que a-utilização-é-grátis, e nós engolimos o isco e o anzol!
Aqui há um ano, mais coisa menos coisa, uns amigos meus começaram a dizer-me quando eu queria acabar a conversa que estávamos a ter ao telemóvel  "não, continua o que estás a dizer, eu não pago". Estranhei. Depois alguns até não atendiam as minhas chamadas e ligavam-se eles muito gentilmente dizendo essa frase "ligo eu, porque não pago". E, há uns tempo eu também aderi a esses tarifários pré-pagos que têm algumas vantagens embora estimulem o consumo: uma pessoa habitua-se a falar muitas vezes e se um dia esta modalidade desaparece já está viciada!!!!
E ontem um «amigo facebook» deixou um comentário que me fez relembrar estas minhas dúvidas. Tinha recebido o aviso: "A tua mensalidade vai ser debitada dentro de 24h. Para continuares a ter comunicações à borla..."  Cá está! À borla??? À borla... desde que pagues a mensalidade?  
É exactamente como se eu pensasse «Mas que bom que é o passe social! Viajo de graça! Posso ir e voltar, as vezes que precisar no mesmo dia, até ao fim da carreira e não pago nada! Uipi!! Mas que bom! Como a Carris é minha amiga. Deixa-me viajar todos os dias de borla!» 



Pé-de-Cereja

domingo, 16 de setembro de 2012

Dia seguinte




Ontem passei por aqui trazendo a expectativa da manifestação. 
A expectativa era alta e com motivos para isso pela minha "sondagem" pessoal: vizinhos, filas de supermercado, passageiros dos transportes públicos, pedaços de conversas ouvidas ao acaso.
E correspondeu inteiramente ao que eu esperava. Um mar de gente, gente de uma forma geral inexperiente nestas andanças mas muito ordeira. Poucas palavras de ordem, muitos cartazes artesanais, barulho de apitos e (ui, ui, que horror) vuvuzelas, gente de todas, mas mesmo todas, as idades. Quanto a cartazes, alguns criativos, outros ingénuos e uma senhora levava um contra a corrente "Não quero outro governo, quero outras medidas". (???)  Devia ser a única apoiante do governo naquele rio humano. De resto passavam famílias inteiras, pais, avós, netos e talvez bisnetos. A paciência tinha acabado!
Ao passar em frente do FMI houve reacções exageradas. Eu só vi imagens. Os insultos e tomates (espero que já podres,  não se pode estragar nada...) parecem-me certos, mas garrafas ou pedras é um descontrolo que pode provocar uma contra-reacção evitável. Assim como a ida a S.Bento, que não estava planeada, podia ter resultado mal. Quando se desencadeia uma reacção temos depois saber o que fazer com ela...
Mas esta convulsão dá que pensar. Que quem trabalha (ou quer trabalhar e não pode) sente que já deu tudo, tudo, tudo  o que pode sem sentir nenhuma contrapartida é uma evidência. E que as forças e instituições que apoiam o mundo do trabalho façam as críticas que têm feito a esta política, é de esperar. Contudo, nos últimos dias vemos que representantes do patronato, ou até os próprios patrões, e figuras como Bagão Felix, Manuela Ferreira Leite, para além do Adriano Moreira, Freitas do Amaral, etc, também criticam as medidas do governo e isso é estranhíssimo. Porque é evidente que eles não mudaram de posição e defendem os valores que sempre defenderam. O que só quer dizer que o caminho que o ministro Gaspar pretende seguir é tão suicidário que já as forças da direita o rejeitam. Tal como escrevi aqui há dias o cavalo do inglês está moribundo e o dono do cavalo começa a estar preocupado, só pode ser!
Como eu defendo o cavalo e não o dono, ainda espero pelos coices e que ele derrube a cerca e fique livre.



Pé-de-cereja

sábado, 15 de setembro de 2012

Eu vou, tu vais, nós vamos! (e eles hão-de ir...embora)



Espero que corra bem.
TEM DE CORRER BEM!!!
Vai ser muito bom sentir que não se está sozinho, que isto é uma vaga de fundo que une todos. Todos os europeus. É que se a Alemanha anda aborrecida fáxavor de sair...!
Fartinhos da lavagem ao cérebro, da conversa resignada de que se tem-de-pagar-as-dívidas-que-é-o-que-fazem-as-pessoas-honestas.
É verdade. Eu pago. Sempre as paguei, tanto quanto me lembre. Pago aquilo que pedi, aquilo que me emprestaram, aquilo que comprei. Recuso-me a pagar juros brutais, juros usurários! Neste caso não é o devedor que se porta mal se não pagar é o explorador que não tem princípios, nem valores, nem moral.
Os senhores que nos governam fizeram mal as contas. Todas as contas. Enganaram-se na parte financeira porque afinal correu tudo mal e não tiveram o resultado que previam, e cometeram um erro «colossal» no timing em que foi anunciado este último agravamento. Azarito. Acredito que se o tivessem programado  para 17 ou 18 deste mês a manif de hoje seria menos forte, apesar de ser já enorme de certeza. Mas assim, com aquele anúncio oito dias antes... foi mesmo a gota de água.

Daqui a umas horas vou ver os meus amigos de sempre. E também gente que nunca vi nestas andanças, tenho a certeza disso. Vamos ter a força de gritar a nossa vontade e espero que mais força ainda para conter a revolta nos seus limites e não dar armas ao inimigo.
FORÇA!!!

Pé-de-Cereja