quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Notícias falsas

Volto a bater na mesma tecla, porque me impressiona imenso.
Usar-se descaradamente histórias inventadas para se receber benefícios com isso, e tal prática ser 'aceite' no mundo actual, quase com normalidade, é algo que não consigo engolir! Eu creio que até se usa um pouco de humor, chamar «fake news» como se tivesse graça, e não se dizer MENTIRAS graves e perigosas. Usar-se isso na luta política, como o fez (faz?) o Trump é de um nojo moral, de uma cobardia, inacreditável! Um acto venenoso e cobarde. Que confunde as pessoas, claro, e com essa confusão obtém-se lucro porque muita gente acaba por não acreditar em nada! Ou seja fica o caminho aberto a todas as manipulações. E, sabido o descrédito merecido (!) da comunicação social, onde pseudo-jornalistas dizem seja o que for, sem confirmação, para chamar a atenção, as pessoas acabam por aceitar aquilo que lêem nas redes sociais, que são hoje bem mais lidas ou ouvidas do que a Comunicação Social tradicional.
O texto excelente é este:.Não há fake news, chamam-se mentiras Tal e qual. É o embranquecimento não de dinheiro mas de mentiras. E, cada vez é mais bem feito. Como ali se diz «O problema das notícias falsas é que parecem ser verdade para melhor mentir»! Nós lemos o Inimigo Público e rimos. Têm piada. Exactamente por ser um exagero. Mas as bem feitas e há especialistas nisso, poderia muito bem ser verdade...
E, enquanto andamos distraídos não reparamos que também cá chegou! Está a funcionar a toda a mecha... A sede é no Canadá, dizem, e por cá mora em Santo Tirso. Claro que vai alastrar, por cada uma que se tenta desmentir, aparecem 10 multiplicando a dificuldade e fica sempre a dúvida... É uma doença altamente contagiosa e perigosíssima. E, agora uma questão ética: posso estar enganada, mas só vejo este veneno usado por gente da direita - foi o Trump, é o Bolsonaro, e o que tenho visto por cá são ataques contra figuras de esquerda, como o absurdo do relógio da Catarina Martins com direito a foto e tudo!
Esta revista «Inépsia» que diz ser «especial fake news» é um pouco como o Inimigo Público, o disparate é tão grande que só faz rir. Embora lá em baixo, a referência a «Idoso algarvio que escreve mais um livro» até nem é mentira nenhuma...

A imagem pode conter: 3 pessoas, texto


Cereja


domingo, 21 de outubro de 2018

Valores

Sinto que vivo num mundo onde não me apetece viver.
Não pela ameaça de guerra como no passado, ainda recordo o fim da última guerra mundial, e desde então nunca deixou de haver guerra em qualquer parte do mundo. Assustador, horrível. Essa é a maior calamidade, todos o reconhecem. A resposta habitual das Miss Mundo à pergunta sobre o que mais desejam: a paz no mundo
Mas, no mundo actual, apareceu uma "arma" inesperada, venenosa, que alastra assustadoramente. Não podia ser usada enquanto a internet não fosse utilizada por quase toda a gente, pelo menos no primeiro mundo. Espalhar boatos sempre existiu, mas era uma técnica de âmbito reduzido, ia de boca a ouvido de um modo individual, poderia haver cartas anónimas que apanhassem mais gente, e evidentemente que uma calúnia dita a 20 pessoas que a passassem a outras 20 e sucessivamente ainda podia fazer estragos, mas sempre numa proporção relactivamente pequena. É certo que a imprensa perdeu muito crédito, no meu tempo ainda se dizia «é verdade! até veio no jornal!» e hoje essa ingenuidade já faz sorrir, mas há novas formas de comunicar.
E aqui entra a internet.
Não apenas as redes sociais onde cada um é livre de dizer o que lhe der na real gana, mas também as caixas de comentários que os órgãos de comunicação social (jornais e tv) mantém abertos ao público, sem controlo.
Esta semana essa capacidade de comunicar com todos sem limite mostrou dois casos. Um, gravíssimo, a confirmação de que um candidato que se tem recusado a debater em público com os seus adversários, pôde enviar mensagens privadas a milhões de eleitores com calúnias gravíssimas e possivelmente ficar impune. É a net! O outro caso, minúsculo mas significativo, está ligado a quase um fait-divers, não chegou assim tanta gente, mas foi muito feio. Num programa de tv, sobre o fenómeno #metoo abordando a respeito pelo corpo do outro, um dos convidados chamando a atenção que esse respeito se ensina desde criança, afirma que nenhuma criança devia ser obrigada a aproximar-se e fazer festas se não quisesse. E acrescentou que mesmo um beijo ao avô, se fosse forçado, era uma violência. Acrescentou mais tarde, que até sabia de ofertas de prémios ou castigos para esse acto. Com serenidade podemos ler aqui a entrevista que depois deu.
Uma opinião da qual se pode discordar ou concordar. Que pode ser debatida. Aliás nesse programa Coimbra de Matos figura respeitável no mundo psi, disse o mesmo. Simplesmente o que transbordou pelas redes sociais onde eu soube disto, foi uma versão já inquinada, reduzida a dar um beijinho ao avôzinho é uma violência. Ui! Houve milhares, muitos milhares, de comentários, de piadas, fotos, um descontrolo de indignação. Já isso é parvoíce porque se critica algo que não foi dito. Mas mais grave, muito, muito mais grave, foi a devassa à vida íntima desse convidado, que pelos vistos é gay e os insultos mais reles de que foi vítima. Cheguei a ler por aí, que se tivesse vergonha na cara se devia suicidar! E estes danos são irreversíveis. Acredito que daqui a muitos anos ele ainda sinta como foi linchado na praça pública.

Cereja

sábado, 20 de outubro de 2018

Brasil

Temos com o Brasil uma relação especial. É certo que a temos também com os países de língua portuguesa, Moçambique, Angola, Cabo Verde, até Timor, mas não é o mesmo. O Brasil é o filho mais velho, há uma outra relação, até porque sendo muito grande e muito rico não sai aos pais, e é costume olhar para lá com admiração, ou preocupação quando as coisas corriam mal. E actualmente andam a correr muito mal! Creio que pior é impossível. Já atravessou épocas sinistras, com regimes ditatoriais muito violentos, mas esses governos eram impostos pelos militares, não eram eleitos pelo voto popular.
Desta vez acontece o inacreditável. A grande maioria dos brasileiros prepara-se para eleger um presidente com um ideário fascista e que não o esconde, pelo contrário faz disso bandeira. E é impressionante o papel importantíssimo que a partir de Trump a manipulação dos recursos informáticos tem no controlo de eleições. Não acreditávamos que Trump ganhasse, e depois não acreditávamos que mantivesse as 'promessas'. Enganámo-nos. Agora, queremos acreditar que os brasileiros não vão eleger alguém como Bolsonaro. Mas vão. A mais recente notícia é que a sua candidatura aceitou ou promoveu utilizar as redes sociais para espalhar mentiras graves. Isso seria caso para impugnar as eleições, como é natural, mas nem sei se o desejo, porque o seguimento era uma guerra civil, de imediato. Não digo que não esteja próxima, mas talvez não para já...
Custa entender como é possível 'hipnotizar' milhões de pessoas. Milhões! Que pura e simplesmente não ouvem - porque não querem ouvir - nenhuma crítica ao seu candidato. Recusam, pura e simplesmente, ouvir. Papagueiam os disparates com que acusam o adversário * [ver exemplos no rodapé], mas tapam os ouvidos quando se faz referência às enormidades que o B. tem dito. Neste último escândalo, onde creio estar provado o tal envolvimento de empresas na campanha de mentiras, responde divertido, que não pode impedir que um empresário «seja simpático com ele». Está resolvido.  As pessoas não querem saber de factos, só convicções 
Ou seja, os seus apoiantes realmente escolhem não saber!!! E vemos isso pelos imigrantes que vivem em Lisboa (que votaram 80% na criatura) e quando tentamos falar com eles não querem ouvir o que dizemos. Todos temos essa experiência inacreditável.
Note-se os comentários no Diário de Notícias, um jornal português: desde o educado «estou chocado como os veículos de comunicação portugueses escolhem notícias que desfavorecem o candidato Bolsonaro» passando a «lamentavelmente PorTugal tem PT no nome, [....] essa coisa que se autodenomina um diário, virou papel de limpar bundas. Bolsonaro já e sempre» «não liguem, este jornal é tendencioso, não reflete a opinião generalizada do povo português» «Estados Unidos, Itália,Turquia, Áustria, Polónia, Brasil, Colômbia....tantos votantes a trair os ideais dos 'verdadeiros esclarecidos deste mundo' » e escolho os que não têm palavrões. A verdade é que perante uma notícia a reacção é esta - é mentira.
A sensação estranha de estarmos a fazer o pino, de estar tudo do avesso. A verdade é a mentira (com o nome chic de 'fake news' ) e os factos não existem.
Assustador.

Cereja
Haddad quer fazer um kit gay para crianças de 6 anos a distribuir nas escolas.
O homem que tentou matar Haddad é do PT
A imagem da mulher agredida pelos adeptos do B. é da actriz Beatriz Segall, já falecida e foi de um acidente há vários anos
Haddad defende o incesto e o comunismo
Haddad vai legalizar a pedofilia


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Extremismo idiota

Certas 'críticas' a luxos, a modos de vida e frequentemente a ordenados que se recebem, deixam-me aparvalhada. Como se diz «não há noção»!
Que o leque salarial em Portugal é escandaloso, quase tipo 'terceiro mundo', é um facto. O que ganham os quadros superiores de uma empresa comparado com o salário mais baixo é quase sempre chocante, uma vergonha. Nem é preciso falar-se do salário mais baixo, li que em 2014 em média «um director  recebia  204 vezes o salário médio praticado na empresa» Aliás creio que há propostas para se legislar sobre a moralização dessa desproporção.
Vem isto à baila, porque li um artigo sobre as mordomias de, (imagine-se!) um chefe de gabinete.
O descarado, segundo o C.M., mostrou numa fotografia o seu gabinete com vista para o Tejo e na secretária entre pastas, via-se um tabuleiro onde estava o seu almoço: via-se um bife grelhado, uma salada, um sumo de fruta e uma fruta descascada.
Bom, eu creio que ele tirou a foto por brincadeira, e talvez o próprio CM percebesse que era brincadeira. Mas a verdade é que saltou para o Facebook e Twitter, aliás onde o vi, e acreditem que os comentários eram destruidores. Por exemplo (sic): «a isto chama-se "gozar com os pobres". E depois ainda se queixam de populismos» E vários comentários batendo na tecla há-tanta-gente-com-fome-e-este-até-os-insulta.
Tenham senso! Só vos fica mal.


Cereja

sábado, 13 de outubro de 2018

Clientes/trabalhadores

Li ontem esta notícia, que me chocou, especialmente por se tratar de uma loja de que tenho boa impressão, cujos empregados são atenciosos, aceita facilmente devoluções, e até parece levar em conta os interesses dos clientes. Foi em Estrasburgo, um pai e uma filha foram presos por se terem enganado no pagamento de uma conta no... IKEA! A sério!!! Queriam comprar umas caixas de plástico e pagaram por aquele sistema de ser o próprio cliente a fazer a leitura do código de barras, e pagar. O erro, completamente plausível, foi terem passado o código que estava nas tampas julgando corresponder ao conjunto, caixa e tampa. À saída um segurança diz que não pagaram tudo, e eles aceitam pagar a diferença. Parece um incidente natural, não é? Entretanto chega o Chefe de Loja que lhes chama ladrões, e chama a polícia!!!! Acredita-se nisto?! Numa loja com produtos muitissimamente mais caros chama-se a polícia por umas caixas de plástico??? Foram levados para a esquadra e avisados de que ficariam 24 horas em celas separadas. A história acabou 3 horas depois com o aparecimento de um advogado.
Este truque de porem os clientes a registar as próprias contas, poupando o salário de uma empregada de caixa, também se usa muito cá, nas grandes superfícies. Já o tenho praticado por vezes quando estou com muita pressa e nas caixas normais a bicha é muito grande. E, é claro que um engano acontece, e seja dito que pode ser nos dois sentidos, temos de verificar muito bem o talão. Já por mais de uma vez me aconteceu ter pesado o produto, colado a etiqueta, fazer o pagamento de muita coisa e ao chegar a casa ver que tinha, por exemplo, pesado as bananas com o código das cerejas e pago 3 vezes mais...
Ora tudo isto acontece devido à ganância destas empresas que consideram que os ordenados dos seus trabalhadores é um peso supérfluo, não são precisos para nada desde que os clientes não se importem de fazer tudo! Há lojas que funcionam em completo self-service: o cliente entra, procura, escolhe, põe no carrinho, lê o código, paga e sai. Sim, pode haver uma ou duas caixas normais, mas ninguém para dar uma informação, ajudar numa escolha, nada!
Isto sempre me irritou, acho uma vigarice.
Mas o máximo dos máximos é acusar-se um cliente de roubo se ele se engana! E, neste caso, um «roubo» insignificante, de certeza que o que poupam em trabalhadores (em linguagem moderna colaboradores)  dá à vontade para pagarem os tais tupperwares... 😡
Que vergonha, IKEA.
Péssima publicidade que o zeloso chefe de loja arranjou.

Cereja

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Gordura já não é formosura

Falemos de Saúde, que bem precisamos de ter ideias claras e boa informação. Nem sempre acontece, muitas vezes há demasiadas opiniões e pouco fundamentadas, e a confusão é enorme. É a «doença» social do nosso tempo: todos sabem de tudo, e debitam as suas certezas por todo o lado. Conclusão - espalha-se a barafunda. E nas redes sociais generaliza-se a partir de um ou dois casos, e dizem-se terríveis mentiras, ou enfim incorrecções. 😌
Ontem foi dia da Saúde Mental. Doença que não se vê, não se palpa, não pesa, não se cheira, é como se não existisse. E muitas vezes os próprios doentes não procuram tratamento porque consideram que não são doentes, ou têm vergonha de procurar ajuda, «não sou doido» dizem e têm razão, mas a loucura é, felizmente, uma pequena parte da doença mental.

Hoje, ainda Saúde, o dia é da Obesidade.
É uma doença da actualidade. Há cem anos considerava-se que doente-era-magro. A tuberculose, doença mortal, via-se entre magros. Os ricos eram gordos, os pobres magros. A beleza feminina era ter belas curvas, ser cheiínha, ridicularizava-se o «pau de virar tripas». E a gordura tinha eufemismos que ainda perduram, quando não queremos ofender um gordo diz-se que é «forte».
Depois a moda começou a usar manequins magros, cada vez mais magros, e nas passerelles viam-se esqueletos ambulantes, um horror! Deu-se uma volta de 180º, quanto mais magro melhor.
E o pior é que com um sedentarismo crescente e uma alimentação pré-fabricada o peso desatou a aumentar. E parece contagioso, ou genético, ou seja lá o que for: vemos imensas crianças gordas, e mulheres e homens ou cheiínhos ou mesmo obesos. E sofrem com isso, exactamente porque já existe o estigma da obesidade uma rejeição social daquilo que ela mesmo ajudou a criar. Muito complicado, afinal se com a doença mental há muito quem pense (entre quem nunca passou nem por uma crise de ansiedade...) que são manias que basta força de vontade para ultrapassar o problema, quanto à obesidade ainda é pior. Neste artigo, Obesidade e preconceito, é bem claro que afinal a sociedade considera que a culpa do gordo ser gordo é apenas sua! É gordo porque não se esforça, afinal bastava não comer tanto... E, de facto os obesos são descriminados e não é pouco. «Actualmente a taxa de discriminação pelo excesso de peso é comparável às taxas de discriminação pela raça e pela idade, especialmente entre mulheres» 
E para complicar ainda mais como disse mais acima, são uma praga as mil e uma dietas milagrosas que nos chegam de todo o lado. Parece tudo louco. É rara a semana onde não aparece mais uma, como se a obesidade mórbida desaparecesse com dieta 😯
Afinal como em qualquer, ou pelo menos na grande maioria das doenças, o que se deve trabalhar é a prevenção. Comer correctamente desde criança e insistir em que brinquem ao ar livre, e andem a pé. Tão básico como isso. Ñada de complicado, os gostos educam-se, ensine-se a gostar de legumes e fruta, saltar à corda ou jogar à bola e deixar a playstation no armário...
Comece-se a prevenir a obesidade antes de ser grave.


Cereja

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Recomeço

Só um aviso, ou antes uma explicação necessária, para o reinício das minhas escritas.
Já começa a ser habitual: após um período onde frequento o meu querido Cerejas com bastante frequência se, por circunstâncias várias, deixo de escrever depois se começo a deixo passar o tempo, quanto mais tempo passa maior a inércia, mais dificuldade tenho. Verifiquei que já lá vão 3 meses!!! 😞
Estive agora a verificar, tenho mais de uma dúzia de posts que deixei «em rascunho»! Mas, que na sua grande maioria, perderam completamente a oportunidade!!!
Pronto. Agora é recomeçar como se fosse de novo. E vou recomeçar talvez por um que tinha alinhavado há poucos dias, ainda antes da questão brasileira que tanto me preocupa mas não vou abordar agora.
Isso fica para quando estiver menos emocionada.

Cereja

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Justiça

Não é só em Portugal que muitas vezes a Justiça (?) parece estar de pernas para o ar! Esta história foi em Espanha: Li há momentos uma notícia de jornal que refere que uma menina foi entregue pelo tribunal ao pai acusado, de violar a criança. Pelo que se lê não parece estar provado que não fosse verdade, muito pelo contrário, lê-se que a mãe «apresentou declarações de psicólogos e uma gravação onde a criança relata os actos do homem».  Nada aqui indica que fossem documentos falsos. A menina de 5 anos era da Etiópia, e tinha sido adoptada pelo casal, a mulher separou-se com queixa de violência psicológica e a menina ficou a viver com o pai (porquê? não é explicado)
Quando escrevi que pelos vistos não-é-só-em-Portugal, é porque tenho conhecimento directo de sentenças inacreditáveis nos tribunais de família. Casos onde está bem longe do que norteia a decisão o tal «superior interesse da criança» e sim o desejo de castigar o progenitor que não cumpriu alguma ordem do tribunal prejudique ou não com essa decisão o desenvolvimento da criança.
História verdadeira:
1) pais separados, com queixa de violência doméstica 2) pai acusado pela mãe e sua família, de maus tratos à menina de 2 anos e até com suspeita de abuso sexual. 3) após idas ao hospital, a criança foi fotografada para provar as lesões 4) essas fotografias foram consideradas violência contra a criança e a mãe e avó condenadas em tribunal com uma pena grave 5) essa violência doméstica - as fotos - somada à queixa de alienação parental em relação ao pai foi decisivo para que a criança com 5 anos fosse retirada à mãe (com aparato de polícia) e entregue à força ao pai, não tendo durante vários meses podido ver a mãe nem ninguém desse lado da família. 6) após esse período de segregação total, o tribunal permitiu visitas de 1 hora semanal da mãe na presença de uma assistente social 7) esta situação manteve-se até aos 7 anos da criança 8) o tribunal permitiu então fins de semana alternados desde que a menina nunca estivesse em contacto com a avó e entretanto um dos bisavós com mais de 90 anos morreu sem voltar a ver a bisneta. 9) mesmo assim o pai e família não cumpre a decisão por variados motivos, sem ser penalizado. Etc, etc...
É uma história inacreditável? Pois é, mas aconteceu e ainda está a acontecer. Por um motivo pessoal, decerto, a juíza deixou que a sua opinião sobre esta mãe e avó fosse o factor decisivo nas sentenças que tem promulgado. Admitindo que embora ela o acreditasse era uma pura calúnia a sugestão da mãe sobre o abuso à menina, era motivo para a criança passar meses sem ver a mãe? E quando a voltou a ver 'tinha medo dela'?! É tudo um mistério...
Assim como esta história passada em Espanha.
Ou está muito mal contada, ou aquele juiz tomou uma decisão favorecendo um dos lados sem qualquer justificação.

Assim vai a Justiça.


Cereja 

domingo, 22 de julho de 2018

A guerra ao plástico

Interessou-me porque vai ao encontro de algumas dúvidas que tenho. Ou seja, acredito, não tenho qualquer dúvida, de que a guerra ao plástico é importante e justa. Uma matéria que não é degradável com facilidade, e que vai sistematicamente acabar no mar, é um perigo para todos nós. Tem de se acabar com isso! E, por aquilo que vou sabendo e observando, na Europa dão-se passos nesse sentido. Ainda bem.
Mas...
Tal como suspeitava, quando me esforço por deitar no contentor amarelo os milhares de embalagens de plástico que as grandes superfícies insistem em me obrigar a trazer para casa, esta posição é uma gota de água. Tem de se começar por algum lado, e ainda bem que se começou, mas a acção tem de ser mundial, e nada indica que o esteja a ser. Diz lá que mais de metade dos plásticos/lixo vêm da China, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietname! Normal se pensarmos no tamanho da China e população chinesa. Parece que só eles são responsáveis por quase 30% desse lixo que vai para o mar. Pelo que se percebe primeiro vai para os rios e daí para os mares. E isso é que é verdadeiro lixo! A história das palhinhas com que se tem brincado nas redes sociais, porque Bruxelas as quer proibir, é quase insignificante, aí 0,025 dos plásticos - e os cálculos não estão feitos, isso era (ou seria) se cada pessoa usasse duas por dia, ou coisa assim! Neste artigo insistem que uma das porcarias de plástico que mais inunda os mares são... as redes e material de pesca! Nunca me tinha lembrado disso, e é óbvio!
Mas cá pela Europa a coisa está a levar-se a sério, e ainda bem.

Parece que o Lidl, alemão, deixou de vendar 'descartáveis', ainda não confirmei porque não compro essas coisas, mas acredito. ⇪😉
E posso testemunhar que no Ikea passaram a servir a água em copos de vidro! A sério. Parece que aqui na Europa se está a levar isto a sério. Mas somos muito poucos, parece que no país do Trump ainda não acreditam lá muito nessa coisa, e pelos vistos na Ásia está tudo por fazer...



Imagem relacionada
o copo de vidro do Ikea, belo aspecto!


Cereja

sábado, 21 de julho de 2018

O caso da «Suiça»

Falou-se muito nas redes sociais o mês passado, do encerramento da Pastelaria Suíça. Muita conversa sobre o desaparecimento de uma casa muito conhecida, que de facto o era, e falava-se da referência que era pela sua idade. Mas, achei graça não ter lido uma única opinião, uma única, que não censurasse o atendimento. Referia-se que para além dos preços despropocionalmente caros, quem falasse português era atendido de mau modo. E, se calhar, os estrangeiros também... Os testemunhos multiplicavam-se cada qual contando uma experiência naquela pastelaria que era um aviso para não se entrar lá. Até parecia que os empregados tinham uma formação inicial em maus modos, porque nenhum se safava 😊.
Isto fez-me recordar duas coisas que já escrevi, no sentido completamente oposto. Mas foi num blog que «abandonei» há anos, e o texto que mais se ajustava já não o consigo encontrar porque não me recordo que nome lhe dei.. O que ainda consigo linkar é o que chamei  «Tascas de província» e conta uma historieta verdadeira de um simpático atendimento que me tornou freguesa da casa. O tal outro texto, ainda bastante mais antigo, já está perdido no meio das milhares de coisas que lá escrevi (fui verificar, foram 3.869 posts, muita conversa deixei no meu querido Pópulo) mas refiro aí também, o atendimento excelente de uma loja que acompanhei quase desde que nasceu, situada na estrada que leva à aldeia onde passo os meus tempos livres. É uma loja de artesanato, que tem uma gama de produtos para oferta enorme, de grande bom gosto, mas sobretudo o atendimento é de uma gentileza inesquecível. Uma das 'marcas da casa' são os seus embrulhos com uns lacinhos imaginativos e trabalhosos, e embrulham do mesmo modo uma compra de 30 euros e uma de 1 euro. Nem perguntam «é para oferta?» É cliente portanto merece toda a atenção, afinal é prova de respeito por quem entrou na loja.
...............
Pois é. A Suiça tinha muita clientela, é verdade. Situada no Rossio seria inacreditável que a não tivesse. Mas só por isso, e a verdade é que não deixa saudades. As saudades que as pessoas referem são de si mesmas, da sua vida passada, e isso é outra coisa.

Cereja