Óvalhamedeus!
Eu sabia, sem nunca lhe ter prestado muita atenção, que a aldeia onde costumo
passar férias tinha uma espécie de sub-título… Como o seu nome não é daqueles
muito originais, apesar dos estudos indicarem que ela é antiquíssima – parece que
século XIII, falam até na Rainha Santa Isabel, etc… - a verdade é que há várias
terras com o mesmo nome, uma até no concelho mais próximo o que provoca alguma confusão.
Portanto, quando já há muitos anos reparei que na placa indicativa com o seu nome estava adicionado «Aldeia do Espírito Santo» não liguei grande importância, considerei que era uma forma de a distinguir, uma vez que as festas locais, muito afamadas, são as festas-do-espírito-santo.
Mas....
Aqui já há uns anos, houve um cavalheiro-de-indústria, de seu nome Vale de Azevedo, que investiu numa bela quinta aqui à entrada. Coisa fina. Muito grande, criavam lá cavalos e tudo! Quando as coisas lhe deram para o torto a quinta passou para um consórcio ou coisa assim. Acontece que essa quinta tem um muro muito grande que dá para a estrada e ameaça ruir, e desde que isso se verificou as autoridades fecharam a estrada à cautela. Portanto há meses e meses e meses, que a saída para uma estrada de dimensões razoáveis está fechada, porque o proprietário do famigerado muro não faz as obras necessárias! Dificuldades económicas, tadinho, sniff...
Será que ela vai também ser penhorada, ou congelada, ou lá o que é que fazem aos bens do homem...?
Ai, ai, ai, a minha vida!
Cereja








