Chegada esta altura do ano erguem-se dois grandes grupos em confronto: os que questionam toda-esta-palermice-das-festas-obrigatórias-e-consumistas e os que se integram num movimento geral, e espalhado por todo o mundo, de celebrar estas datas.
Compreendendo a posição dos primeiros, integro-me nos segundos. Não quer dizer que vá sinceramente festejar o nascimento de um chefe de uma religião, uma vez que não tenho um pingo de sentimento religioso, assim como o equinócio não me diz lá muito... Mas sinto que as sociedades humanas têm de devem ter momentos de festa colectiva e esta data assim como o fim-do-ano são as mais fáceis de 'colectivizar'
Por outro lado há as recordações de infância. Pelo meu lado são muito doces e com imenso afecto e ternura. Os meus "natais passados" só me trazem boas recordações, a família no que tinha de melhor. E não, não recordo especialmente as prendas, coisa que nunca foi primária lá em casa nem recordo que se fizessem muitas compras nessa altura, o importante para mim era o ambiente de festa, a casa enfeitada, a mesa onde nos reuníamos todos, os doces típicos, primos que vinham de longe, e uma grande animação. Até me deitava mais tarde e tudo! E recordo os cheiros, os risos, os sabores, as cores, a casa muito mais agitada e alegre. Era Natal!
Com o uso do alargamento de presentes para além das crianças e adultos da família mais próxima - como era nesse tempo - à família mais afastada, a amigos, filhos de amigos, colegas, etc, nasceu uma onda de gastos e preocupações que transformou o espírito que eu gostava. Tornou-se uma obrigação, um frete... Oiço pessoas a lamentar-se do tempo e dinheiro que gastam nesse ritual que perdeu o sentido original. E, aí, já entendo a embirração do tal grupo que detesta esta época do ano, e que se vai alargando a olhos vistos ( três das minhas amigas que aceitavam calmamente esta época passaram para o grupo "anti" com um radicalismo que me surpreendeu). E um efeitos positivo da crise económica (?!) talvez tenha sido o reduzir esse círculo das "prendas obrigatórias" socialmente para o que seria normal, apenas a família próxima!
Mas quanto à Festa de Natal, eu cá gosto dela.
Gosto de fazer os doces tradicionais.
Gosto de fazer os doces tradicionais.
Gosto de enfeitar a casa.
Gosto das luzes, das cores, dos cheiros, da música, da animação.
.... e daqui a uns dias acaba tudo e só nos fica a recordação.
E gosto de recordar, mesmo que sejam imagens de velhos cromos.

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