Há características (?) defeitos (?) enfim certos aspectos-do-nosso-comportamento que saem fora do padrão da 'normalidade' e parecem perfeita maluquice a quem está de fóra. Claro, há coisas que são mesmo patológicas como a acumulação compulsiva, a disposofobia que implica não conseguir deitar nada para o lixo, ou o oposto quando o excesso de arrumação e limpeza pode ser também uma doença, uma neurose obsessiva-compulsiva. Nas pessoas "normais" (?) estas facetas podem existir em doses suaves. Gente mais desarrumada, ou demasiado arranjada, que gostam de tudo muito limpo, ou se sentem mais confortáveis com alguma confusão.
Confesso que eu alinho pelo campo da "arrumadinha". Não me sinto bem com as coisas muito tempo fóra do lugar, e chateio um pouco [acho que é só um pouco] quem vive comigo. As minhas gavetas andam arrumadas, os cabides virados para o mesmo lado, as roupas ordenadas por cores ou por tamanhos. É muito fácil encontrar uma coisa cá em casa, porque há uma lógica. E embirro solenemente quando quem passa a ferro dobra os lençóis de qualquer maneira porque na prateleira caiem uns por cima dos outros, e quase sempre os desdobro e volto a dobrar. OK, sei que pode ser uma obsessão, mas sou assim :)
Contudo, afinal pode-se ser bem pior! Na excelente série Downton Abbey havia um momento, no genérico, em que se assistia ao pormenor da cerimónia de pôr-a-mesa e o responsável por essa operação usava uma fita especial para verificar que a distância entre os talheres e os pratos era igual. Tinha de estar per-fei-to.
Mas era uma história passada quase há 100 anos. Qual não é o meu espanto quando há dias encontrei uma imagem, que mostra a colocação das chávenas de chá nas bancadas do parlamento nipónico, usando o mesmo método da fita. Ora então! E se a chávena ficasse uns centímetros desalinhada, mas que falta de respeito...!!!
Contudo, afinal pode-se ser bem pior! Na excelente série Downton Abbey havia um momento, no genérico, em que se assistia ao pormenor da cerimónia de pôr-a-mesa e o responsável por essa operação usava uma fita especial para verificar que a distância entre os talheres e os pratos era igual. Tinha de estar per-fei-to.
Mas era uma história passada quase há 100 anos. Qual não é o meu espanto quando há dias encontrei uma imagem, que mostra a colocação das chávenas de chá nas bancadas do parlamento nipónico, usando o mesmo método da fita. Ora então! E se a chávena ficasse uns centímetros desalinhada, mas que falta de respeito...!!!
Fiquei animada. Afinal as minhas obsessões com as coisas alinhadas e certinhas ficam muuuito longe daquilo.
Sou normal!
Pé-de-Cereja









