segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Coitadito....

Estas coisas dos rankings, das listas, das competições/comparações são sempre tramadas. Porque acaba por deixar muita gente mal disposta (a que foi mal classificada, tá visto!)
Seja os mais bem vestidos, seja os mais ricos, sejam os mais inteligentes.
Sabemos o que tem sido contestado o famoso ranking das escolas, em Portugal, evocando que há factores importantes que não estão a ser levados em conta.
Mas às vezes há listas que tem a sua piada
O nosso ministro Teixeira dos Santos, que como as pilhas duracell tem durado, durado, durado, foi classificado o décimo sexto melhor da Europa em 2010
Enfim.... 16º... não é assim muito mau... ou será?
A verdade é que o universo total era de dezanove ministros, ou seja, ainda parece haver uns 3 piores do que ele!!!
Contudo é o quarto a contar debaixo.
Ups!!!
Shiu...!


Pé de Cereja

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Comprar dívidas…?!

Como é que se compra ou se vende uma dívida?
Ultimamente tenho ouvido muito falar em «compra de dívidas». Claro que isso tem de fazer sentido, mas… Num microcosmos como é o meu e a minha família e as nossas finanças, sei bem que quando se fazem dívidas, não as ‘vendemos’, pagamo-las! 
É verdade que quem dá aconselhamento às pessoas muito endividadas, costuma dizer que vale mais juntar tudo o que se deve, pedir uma quantia que cubra essas verbas todas e depois fica-se só a dever a uma só pessoa – normalmente um Banco. Mas não nos soa bem dizer «Olhem, vendi as minhas dívidas todas ao Banco, ufff, fiquei muito mais à vontade, já estão vendidas!»
Se faz sorrir é porque a noção de ‘venda’, seja do que for, implica um retorno. Se vendo um objecto, recebo ou dinheiro ou troco por algo de valor correspondente. Mas … uma dívida? O que recebo se a vender?
Contudo, quando o nível económico é outro, quando já são dívidas de países, tudo parece normal. Apesar de me continuar a fazer confusão.
Mas então?... A China que era ainda há poucas dezenas de anos o patinho feio, já chegou a cisne? E então Timor ainda mais me espanta, uma terra que foi tão ajudada por Portugal, que parece continuar tão pobre, já «compra dívidas»?
É o mal de não entender nada de economia e sério, e só perceber esta mais caseira, e essa continua a chamar-me a atenção para que se estou a ganhar menos e os produtos estão mais caros, o meu nível de vida anda a piorar a grande velocidade.
Só que eu tenho tentado começar por não fazer dívidas. 
É que se depois ninguém mas quer comprar?



Pé de Cereja

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As buzinas e a condução educação

Várias vezes tenho pensado que se o buzinar saísse caro (como se ao fim de umas tantas buzinadelas se tivesse de comprar uma bateria nova, ou se gastasse meio litro de combustível ao carregar-se na buzina) as nossas ruas e estradas seriam muito mais serenas.
Vim passar estes dias de graaande ponte, a uma segunda casita que tenho nos arredores de Lisboa, e até saí de casa cedo para um feriado – aí umas nove e meia… Primeiro entrei no túnel que liga o Areeiro ao Campo pequeno, quase sem carros como é natural, e indo eu calmamente na via da direita à velocidade aconselhada para túneis e de faróis ligados como manda a lei, apanho com uma enorme buzinadela, (que ainda por cima faz eco quando é num túnel!) que quase me fez perder o controlo do carro. Devia ser alguém que ia com pressa e queria que todos soubessem disso.
Depois, logo antes de chegar ao viaduto Duarte Pacheco, o trânsito engarrafou. Ia tudo numa fila indiana e devagarinho. Era fácil de calcular que algo tinha sucedido – ou obras ou acidente. Era chato, mas lá se teria de seguir a passo de caracol. Mas, sempre com uns tipos animados a pensar que se buzinassem a coisa acelerava! Era de facto um grande acidente, e a polícia estava tão ocupada que nem pensou em chamar à ordem esses ‘protestadores sonoros’.
Um pouco mais adiante, dei mais um pulo no assento (o que vale é o cinto de segurança) porque um condutor que ia passar pelo carro que ia à minha frente, atira com uma buzinadela tipo camião que me deixou quase sem ouvir.
A questão é que os carros têm buzina para avisar. Se passamos uma curva sem visibilidade é lógico que se buzine para prevenir quem vem no outro sentido, se um peão se prepara para atravessar num sítio perigoso, faz sentido que se buzine, se precisamos de ultrapassar podemos dar um toque de buzina para prevenir quem vai à frente de que pedimos passagem.
Ou seja, é um sinal que é um aviso, ou um pedido. NUNCA devia ser usado como protesto. Contudo, se tivermos a paciência de fazer uma amostragem, tenho a certeza de que na sua esmagadora maioria os buzinadores histéricos o fazem para descarregar a sua irritação.
Tá mal!
..
Mesmo mal.
O meu coração que o diga,  apanho cada susto que às vezes me parece que ele vai saltar pela boca.
Como se educa esta gente?.


 



Pé de Cereja

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Wikileaks

http://www.wikileaks.org/
Tenho escrito pouco por aqui, como decerto (espera a minha vaidade...) notaram. A verdade é que esta coisa do blog tem muito de semelhante à vida real. Quando estamos todos os dias em comum com um  amigo, temos sempre muitíssimo para lhe contar – dos acidentes domésticos mais banais, a importantes reflexões sobre o estado da nação. Se são amigos que só encontramos de longe em longe... não há quase assunto de conversa. Na sexta-feira passada estive no lançamento de um livro de um velho amigo, e encontrei 3 ou 4 amigas que se espantaram «olha 'esta'!» «por onde tens andado?!» e a verdade é que não nos encontrávamos há mais de um ano e o único tema possível de conversa foi... a saúde! Incrível!
Bem, voltando ao blog, houve uma época, noutro blog, onde eu escrevia todos os dias, e a verdade é que tinha sempre assunto. Muito frequentemente, perante uma coisa engraçada apesar de banal, pensava, «isto dava um post!» e... dava mesmo! Onde apanhava mais comentários era frequentemente quando contava histórias banalíssimas.
Ultimamente, para além de ter o tempo dividido de outra maneira, venho cá menos vezes e encontro-me na situação da conversa com as minhas amigas de sexta-feira. Só penso em escrever  sobre coisas ‘importantes’, e .... fica tudo em branco.
Mas tenho-me ocupado com a leitura de um site (?) chamado Wikileaks, interessantíssimo. Vem lá todas as notícias sobre coisas que gostaríamos de perguntar mas não sabemos a quem nem como. Provocador? Talvez. Mas é uma janela aberta num quanto cheio de mofo. Daqui para a frente não estranhem que me refira a várias notícias divulgadas por eles.


Pé de Cereja

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dah?

Antigamente (muito antigamente!) era bonito escolherem-se nomes de lojas, empresas, cinemas, hotéis, com um toque «nobre». Ainda encontramos A Princesa das Avenidas ou Café Palácio, lojas como O Rei das Meias ou A Rainha das Fardas, ou então O Paraíso, Éden, etc. Veio depois a onda oposta, e apareceram nomes ‘miserabilistas’ : o Caixote, a Canastra, o Ferro-Velho, e ainda se encontram muitos letreiros com nomes que são o contrário daquilo que lá se encontra – Boutique Trapo, Farrapos, por exemplo. O terceiro, e creio que actual, movimento são nomes ‘engraçados’ que fazem trocadilhos. Começou talvez com o «5 à sec», mas encontramo-los por todo o lado. Trocadilhos – Bar Kalssas, Mini mercado Katekero – muitos com termos ingleses à mistura, ou mesmo só portugueses desde que tenham um duplo sentido. Encontramos por todo o lado.
São modas.
Daqui a uns tempos deve aparecer outra.
Mas isto veio-me à ideia, porque só agora reparei (e afinal é um local por onde passo todos os dias ou quase) que um hotel já com muitos anos que se chamava, adequadamente Hotel Afonso Henriques porque se situava no alto da alameda com o mesmo nome, agora se chama DAH.
Dah? Deixei ultimamente de ouvir, mas ainda há muito pouco tempo uma expressão muito semelhante andava na boca da gente jovem como exclamação de repúdio, creio eu. Agora, os criativos da publicidade do hotel, escrevem Hotel, e depois DAH, ou seja D(om) A(fonso) H(enriques).
Não é que me escandalize, mas confesso que me surpreende.



Pé de Cereja

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

GREVE


Um descontentamento tão grande, que só poupa uns tantos, que resultado irá ter?

Estou curiosa por ver, logo à noite, a «guerra dos números» habitual, entre os números 'oficiais' e os que irão ser dados pelos grevistas....

Pé de Cereja

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Frieza? Desumanidade?

Uma história que ouvi da boca da protagonista que a contava a uma outra pessoa na minha presença. É claro que ela a contava à sua maneira e pode ter «branqueado» alguns pontos, mas na essência era o seguinte:
Ela, Júlia, vivia com um ordenado de cerca de 500 €, que era pouco mas com uns ‘ganchos’ que o marido ia fazendo naquelas economias paralelas que todos nós conhecemos, ia vivendo assim-assim, com bastantes dívidas mas tudo dentro do habitual numa classe média muito baixa.
Acontece que o marido, tipo exaltado e de mão leve, por uns desentendimentos sobre as partilhas duma casa, é acusado pelo actual companheiro de uma senhora de 80 anos de ter levantado a mão para ela. Para apimentar a história, este ‘companheiro’ tem 40 anos e era com ele que o marido da Júlia se estava a bater, mas a velhota lá levou uns empurrões. Concluindo, queixa, tribunal, e o homem está preso.
Agora a Júlia, tem para viver, ela e um filho adolescente, os tais 500 € que têm de dar para a renda, água, luz, gás, pagar as tais dívidas, transportes, higiene e comida... Não dá.
Foi à Segurança Social expor o caso, e enviaram-na para a sua Junta de Freguesia. Depois de muitas entrevistas adiadas lá foi recebida pela respectiva Senhora Assistente Social.
Essa senhora, olhou para os papeis e reconheceu que a Júlia o que poderia ter para gastar em alimentação (dela e do filho) eram 2 euros por dia. E.... então concluiu que lhe chegava bem.
-«Então?! Ao almoço faz feijão-frade com atum, e ao jantar uma panela de sopa que lhe pode chegar para a semana...!»
A Júlia a contar isto chorava. Porque não encontrou resposta possível. Em que mundo vivia a senhora-assistente-social? É certo que se pode poupar em comida mais do que muitas vezes se faz, e ela (a parva da AS) poderia ensinar-lhe como fazer algumas refeições baratas (não por 2 euros!) Contudo a frase que usou era de uma arrogância e estupidez que merecia uma queixa. 
Mas a verdade é que pobre não se sabe queixar por escrito. Olhem, fica pelo menos aqui o meu testemunho, é o que posso fazer.





Pé de Cereja

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

cinco milhões de euros

CINCO MILHÕES DE EUROS
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Por causa da Cimeira da Nato (a tal que foi muito bem organizada, segundo diversas vozes donde podemos concluir que o nosso forte é 'organização'; Expo 98, Euro 2004, etc, só não nos organizamos para o dia-a-dia!) o nosso esperto governo decidiu comprar coisitas que faziam muita falta: carros blindados, carros anti-motim, canhões de água, etc, etc. Mas como foi tudo muito à pressa (olha?! afinal....) não foi preciso o tal concurso público que seria obrigatório. Eu disse que eram espertos, não disse?
Claro que afinal esse arsenal todo chegou atrasado. Talvez a tempo da Greve de Quarta-feira, sei lá... Mas enfim, estava comprado, estava comprado. E mesmo sem nada disso afinal não houve nenhum distúrbio que o antigo material, vulgar de lineu, não chegasse e sobrasse para dominar.
Mas enfim, nada disso interessa.
O que me deixa um tanto zonza, é que para estas coisitas se pagou, quero dizer PAGÁMOS, cinco milhões de euros (prefiro escrever por palavras que ainda me atrapalham os zeros)
Eu cá não sei, mas com esses milhões de euros talvez se pudesse diminuir a dívida da saúde, pagar tanta dívida que o Estado tem em atraso. Ou não? Sem blindados é que a gente não pode passar?
Snifff... 


Pé de Cereja

sábado, 20 de novembro de 2010

Recordações

O post que está mesmo por baixo deste, e tem o título lacónico de Pão, com grande surpresa minha teve muitos comentários, na esmagadora maioria aplaudindo a minha reclamação. E a Saltapocinhas deu-me um conselho inteligente: porque não comprar uma dessas máquinas que fazem pão? E é coisa para se pensar, minha amiga, vou saber melhor como é isso. Contudo faz-me um pouco de impressão, é como a Bimby, é excelente sem dúvida mas para quem aprecia cozinhar tira-lhe a piada toda!
E esta coisa do Pão tem os seus «quês»...
Uma das mais agradáveis recordações da minha infância mais remota, está associada ao fabrico caseiro de pão.
Quando era pequenita, tinha umas férias enoooormes, bem maiores do que a dos meus pais, e portanto era costume «despacharem-me» para junto de alguns familiares, e sobretudo para a família paterna que continuava a viver no Alentejo. Era sempre um mês magnífico esse, com muita liberdade, podia ir para qualquer lado que nem me perdia nem era atropelada por nenhum carro pois os que lá via eram puxados por animais apropriados que não andavam a grande velocidades. Creio que eram mulas - nem burro nem cavalo.
Ora uma vez por semana fazia-se o pão.
Eu dormia no mesmo quarto que uma prima muito afastada, a responsável por essa tarefa, que obrigava a acordar cedíssimo. Ela não me queria acordar mas já a cerimónia de riscar um fósforo para acender o candeeiro de petróleo era o suficiente para me deixar alerta. Saltava da cama, e insistia em a acompanhar.
O alguidar de barro onde se amassava o pão era enorme, pelo menos aos meus olhos. Já lá tinha a farinha peneirada, e a Zefinha deitava-lhe água e sal e creio que fermento. Depois de mangas arregaçadas e mãos e braços bem lavados, desatava aos murros aquela massa. Era uma cena fantástica para os meus olhos de citadina. Era necessário muita força, eu pedia para experimentar, dar também um murro na massa, mas nem passava da superfície...! E demorava bastante tempo até adquirir a consistência que devia. Ela depois fazia uma cruz no meio da massa e tapava tudo com uns panos, como se a agasalhasse.
O forno ficava num patiozinho, já fora de casa, e estava aceso (não sei quem erra encarregado de o acender, mas a prima Zefinha ia lá espevitar as brasas.
Esperava-se bastante. Para a minha impaciência esta era a parte mais chata porque se esperava parecia-me que imenso! A família começava a levantar-se, eu ia arranjar-me como deve ser, tomava-se um pequeno almoço, e depois lá se ia espreitar por debaixo dos panos o que estava no alguidar. Eu nunca deixava de me espantar por mil vezes que visse, como agora o alguidar estava cheio!!! De metade cheio, antes de levedar, agora chegava quase às bordas... E cheirava um cheiro especialíssimo, aquela massa.
Depois formavam-se os pães (nessa altura já havia mais quem ajudasse) sobre-compridos com uma espécie de cabeça num lado e ia-se colocando cada um numa pá de madeira com um cabo muito comprido, e metia-se um a um no forno. Enquanto coziam o cheiro fazia-nos água na boca! Mas ainda demoravam a cozer, não era brincadeira. Depois quando estavam prontos mandava-se sempre para casa dos outros membros da família um desses acabados de fazer. Como a família era grande, cada um cozia em dias diferentes da semana e portanto havia sempre um pão 'fresco' e pão mais seco para as açordas e migas.
Eu sei. Tudo isto só é possível numa sociedade rural e há muitos anos. Mas este ritual do amassar do pão nunca o vou esquecer, e nem preciso de fazer grande esforço para lhe sentir o cheiro!


Pé de Cereja

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pão

É o símbolo mais famoso para significar alimento (pelo menos no ocidente).
.... e em Portugal está caríssimo.
Absurdamente caro.
Também é certo que com o andar dos tempos e da civilização, esse 'simbólico' alimento  tem-se multiplicado em inúmeras variedades. Na minha infância exista o «pão de 1ª» e o «pão de 2ª», para além dos papo-secos. E pouco mais.
Claro que havia também pães regionais, o pão alentejano, a broa, etc, mas na zona de Lisboa a amostra era a que eu disse.
Actualmente encontramos talvez menos padarias – que, curiosamente, para além do pão também têm à venda pacotes de leite, conservas, coisas que nunca se tinha visto numa antiga padaria tradicional… Mas, encontramos muitas lojas sofisticadas ou «boutiques do pão» assim como nas grandes superfícies encontramos hoje em dia pão para todos os gostos. O «pão que faz bem ao coração», ou o «pão completo» ou o «pão cortado em fatias» ou o pão-de-forma também em fatias, muitos com a dominância dos mais variados cereais, etc, etc…
Mas uma coisa que agora tem proliferado muito e me causa estranheza, é o «pão sem côdea». Aparece por todo o lado sob diversas marcas e até as 'marcas brancas' já fornecem pão sem côdea!
Recordo-me de um amigo que já há vários anos, quando lhe mostrei um pão chamado sapata (?) se não me engano, que praticamente não tinha miolo, era muito achatado e quase só côdea, me disse felicíssimo «até que enfim, um pão reduzido ao essencial!» Evidentemente que estava perante um apreciador de côdea. Eu não sou assim, mas acho que um pão para ser pão, deve ter côdea e miolo. É um conjunto. Também não gostaria de um ovo só com clara ou só com gema.
Mas se estou a escrever esta queixa é que se torna muito frequente hoje, encontrar mais desse pão de forma sem côdea do que o normal. Quando chego à zona do pão, zás, prateleiras cheias com esse pão e nada do ‘normal’! Para além de não gostar, parece-me que estou a comer algodão, a verdade é que é bem mais caro do que o vulgaríssimo normal, completo, com miolo e côdea.
E depois a variedade é tanta que uma pessoa fica perdida. Já não sei se quero o integral, ou o bom para o coração, ou o com 7 cereais, ou o sem colesterol, ou o pequeno, o grande, o médio, com passas, com sementes, eu sei lá o quê…
S.O.S.
Gostava de encontrar pão sem extras e a preço acessível para aquilo que ganho.

Onde há?


Pé de Cereja