terça-feira, 30 de novembro de 2010

Wikileaks

http://www.wikileaks.org/
Tenho escrito pouco por aqui, como decerto (espera a minha vaidade...) notaram. A verdade é que esta coisa do blog tem muito de semelhante à vida real. Quando estamos todos os dias em comum com um  amigo, temos sempre muitíssimo para lhe contar – dos acidentes domésticos mais banais, a importantes reflexões sobre o estado da nação. Se são amigos que só encontramos de longe em longe... não há quase assunto de conversa. Na sexta-feira passada estive no lançamento de um livro de um velho amigo, e encontrei 3 ou 4 amigas que se espantaram «olha 'esta'!» «por onde tens andado?!» e a verdade é que não nos encontrávamos há mais de um ano e o único tema possível de conversa foi... a saúde! Incrível!
Bem, voltando ao blog, houve uma época, noutro blog, onde eu escrevia todos os dias, e a verdade é que tinha sempre assunto. Muito frequentemente, perante uma coisa engraçada apesar de banal, pensava, «isto dava um post!» e... dava mesmo! Onde apanhava mais comentários era frequentemente quando contava histórias banalíssimas.
Ultimamente, para além de ter o tempo dividido de outra maneira, venho cá menos vezes e encontro-me na situação da conversa com as minhas amigas de sexta-feira. Só penso em escrever  sobre coisas ‘importantes’, e .... fica tudo em branco.
Mas tenho-me ocupado com a leitura de um site (?) chamado Wikileaks, interessantíssimo. Vem lá todas as notícias sobre coisas que gostaríamos de perguntar mas não sabemos a quem nem como. Provocador? Talvez. Mas é uma janela aberta num quanto cheio de mofo. Daqui para a frente não estranhem que me refira a várias notícias divulgadas por eles.


Pé de Cereja

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dah?

Antigamente (muito antigamente!) era bonito escolherem-se nomes de lojas, empresas, cinemas, hotéis, com um toque «nobre». Ainda encontramos A Princesa das Avenidas ou Café Palácio, lojas como O Rei das Meias ou A Rainha das Fardas, ou então O Paraíso, Éden, etc. Veio depois a onda oposta, e apareceram nomes ‘miserabilistas’ : o Caixote, a Canastra, o Ferro-Velho, e ainda se encontram muitos letreiros com nomes que são o contrário daquilo que lá se encontra – Boutique Trapo, Farrapos, por exemplo. O terceiro, e creio que actual, movimento são nomes ‘engraçados’ que fazem trocadilhos. Começou talvez com o «5 à sec», mas encontramo-los por todo o lado. Trocadilhos – Bar Kalssas, Mini mercado Katekero – muitos com termos ingleses à mistura, ou mesmo só portugueses desde que tenham um duplo sentido. Encontramos por todo o lado.
São modas.
Daqui a uns tempos deve aparecer outra.
Mas isto veio-me à ideia, porque só agora reparei (e afinal é um local por onde passo todos os dias ou quase) que um hotel já com muitos anos que se chamava, adequadamente Hotel Afonso Henriques porque se situava no alto da alameda com o mesmo nome, agora se chama DAH.
Dah? Deixei ultimamente de ouvir, mas ainda há muito pouco tempo uma expressão muito semelhante andava na boca da gente jovem como exclamação de repúdio, creio eu. Agora, os criativos da publicidade do hotel, escrevem Hotel, e depois DAH, ou seja D(om) A(fonso) H(enriques).
Não é que me escandalize, mas confesso que me surpreende.



Pé de Cereja

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

GREVE


Um descontentamento tão grande, que só poupa uns tantos, que resultado irá ter?

Estou curiosa por ver, logo à noite, a «guerra dos números» habitual, entre os números 'oficiais' e os que irão ser dados pelos grevistas....

Pé de Cereja

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Frieza? Desumanidade?

Uma história que ouvi da boca da protagonista que a contava a uma outra pessoa na minha presença. É claro que ela a contava à sua maneira e pode ter «branqueado» alguns pontos, mas na essência era o seguinte:
Ela, Júlia, vivia com um ordenado de cerca de 500 €, que era pouco mas com uns ‘ganchos’ que o marido ia fazendo naquelas economias paralelas que todos nós conhecemos, ia vivendo assim-assim, com bastantes dívidas mas tudo dentro do habitual numa classe média muito baixa.
Acontece que o marido, tipo exaltado e de mão leve, por uns desentendimentos sobre as partilhas duma casa, é acusado pelo actual companheiro de uma senhora de 80 anos de ter levantado a mão para ela. Para apimentar a história, este ‘companheiro’ tem 40 anos e era com ele que o marido da Júlia se estava a bater, mas a velhota lá levou uns empurrões. Concluindo, queixa, tribunal, e o homem está preso.
Agora a Júlia, tem para viver, ela e um filho adolescente, os tais 500 € que têm de dar para a renda, água, luz, gás, pagar as tais dívidas, transportes, higiene e comida... Não dá.
Foi à Segurança Social expor o caso, e enviaram-na para a sua Junta de Freguesia. Depois de muitas entrevistas adiadas lá foi recebida pela respectiva Senhora Assistente Social.
Essa senhora, olhou para os papeis e reconheceu que a Júlia o que poderia ter para gastar em alimentação (dela e do filho) eram 2 euros por dia. E.... então concluiu que lhe chegava bem.
-«Então?! Ao almoço faz feijão-frade com atum, e ao jantar uma panela de sopa que lhe pode chegar para a semana...!»
A Júlia a contar isto chorava. Porque não encontrou resposta possível. Em que mundo vivia a senhora-assistente-social? É certo que se pode poupar em comida mais do que muitas vezes se faz, e ela (a parva da AS) poderia ensinar-lhe como fazer algumas refeições baratas (não por 2 euros!) Contudo a frase que usou era de uma arrogância e estupidez que merecia uma queixa. 
Mas a verdade é que pobre não se sabe queixar por escrito. Olhem, fica pelo menos aqui o meu testemunho, é o que posso fazer.





Pé de Cereja

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

cinco milhões de euros

CINCO MILHÕES DE EUROS
............................
Por causa da Cimeira da Nato (a tal que foi muito bem organizada, segundo diversas vozes donde podemos concluir que o nosso forte é 'organização'; Expo 98, Euro 2004, etc, só não nos organizamos para o dia-a-dia!) o nosso esperto governo decidiu comprar coisitas que faziam muita falta: carros blindados, carros anti-motim, canhões de água, etc, etc. Mas como foi tudo muito à pressa (olha?! afinal....) não foi preciso o tal concurso público que seria obrigatório. Eu disse que eram espertos, não disse?
Claro que afinal esse arsenal todo chegou atrasado. Talvez a tempo da Greve de Quarta-feira, sei lá... Mas enfim, estava comprado, estava comprado. E mesmo sem nada disso afinal não houve nenhum distúrbio que o antigo material, vulgar de lineu, não chegasse e sobrasse para dominar.
Mas enfim, nada disso interessa.
O que me deixa um tanto zonza, é que para estas coisitas se pagou, quero dizer PAGÁMOS, cinco milhões de euros (prefiro escrever por palavras que ainda me atrapalham os zeros)
Eu cá não sei, mas com esses milhões de euros talvez se pudesse diminuir a dívida da saúde, pagar tanta dívida que o Estado tem em atraso. Ou não? Sem blindados é que a gente não pode passar?
Snifff... 


Pé de Cereja

sábado, 20 de novembro de 2010

Recordações

O post que está mesmo por baixo deste, e tem o título lacónico de Pão, com grande surpresa minha teve muitos comentários, na esmagadora maioria aplaudindo a minha reclamação. E a Saltapocinhas deu-me um conselho inteligente: porque não comprar uma dessas máquinas que fazem pão? E é coisa para se pensar, minha amiga, vou saber melhor como é isso. Contudo faz-me um pouco de impressão, é como a Bimby, é excelente sem dúvida mas para quem aprecia cozinhar tira-lhe a piada toda!
E esta coisa do Pão tem os seus «quês»...
Uma das mais agradáveis recordações da minha infância mais remota, está associada ao fabrico caseiro de pão.
Quando era pequenita, tinha umas férias enoooormes, bem maiores do que a dos meus pais, e portanto era costume «despacharem-me» para junto de alguns familiares, e sobretudo para a família paterna que continuava a viver no Alentejo. Era sempre um mês magnífico esse, com muita liberdade, podia ir para qualquer lado que nem me perdia nem era atropelada por nenhum carro pois os que lá via eram puxados por animais apropriados que não andavam a grande velocidades. Creio que eram mulas - nem burro nem cavalo.
Ora uma vez por semana fazia-se o pão.
Eu dormia no mesmo quarto que uma prima muito afastada, a responsável por essa tarefa, que obrigava a acordar cedíssimo. Ela não me queria acordar mas já a cerimónia de riscar um fósforo para acender o candeeiro de petróleo era o suficiente para me deixar alerta. Saltava da cama, e insistia em a acompanhar.
O alguidar de barro onde se amassava o pão era enorme, pelo menos aos meus olhos. Já lá tinha a farinha peneirada, e a Zefinha deitava-lhe água e sal e creio que fermento. Depois de mangas arregaçadas e mãos e braços bem lavados, desatava aos murros aquela massa. Era uma cena fantástica para os meus olhos de citadina. Era necessário muita força, eu pedia para experimentar, dar também um murro na massa, mas nem passava da superfície...! E demorava bastante tempo até adquirir a consistência que devia. Ela depois fazia uma cruz no meio da massa e tapava tudo com uns panos, como se a agasalhasse.
O forno ficava num patiozinho, já fora de casa, e estava aceso (não sei quem erra encarregado de o acender, mas a prima Zefinha ia lá espevitar as brasas.
Esperava-se bastante. Para a minha impaciência esta era a parte mais chata porque se esperava parecia-me que imenso! A família começava a levantar-se, eu ia arranjar-me como deve ser, tomava-se um pequeno almoço, e depois lá se ia espreitar por debaixo dos panos o que estava no alguidar. Eu nunca deixava de me espantar por mil vezes que visse, como agora o alguidar estava cheio!!! De metade cheio, antes de levedar, agora chegava quase às bordas... E cheirava um cheiro especialíssimo, aquela massa.
Depois formavam-se os pães (nessa altura já havia mais quem ajudasse) sobre-compridos com uma espécie de cabeça num lado e ia-se colocando cada um numa pá de madeira com um cabo muito comprido, e metia-se um a um no forno. Enquanto coziam o cheiro fazia-nos água na boca! Mas ainda demoravam a cozer, não era brincadeira. Depois quando estavam prontos mandava-se sempre para casa dos outros membros da família um desses acabados de fazer. Como a família era grande, cada um cozia em dias diferentes da semana e portanto havia sempre um pão 'fresco' e pão mais seco para as açordas e migas.
Eu sei. Tudo isto só é possível numa sociedade rural e há muitos anos. Mas este ritual do amassar do pão nunca o vou esquecer, e nem preciso de fazer grande esforço para lhe sentir o cheiro!


Pé de Cereja

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pão

É o símbolo mais famoso para significar alimento (pelo menos no ocidente).
.... e em Portugal está caríssimo.
Absurdamente caro.
Também é certo que com o andar dos tempos e da civilização, esse 'simbólico' alimento  tem-se multiplicado em inúmeras variedades. Na minha infância exista o «pão de 1ª» e o «pão de 2ª», para além dos papo-secos. E pouco mais.
Claro que havia também pães regionais, o pão alentejano, a broa, etc, mas na zona de Lisboa a amostra era a que eu disse.
Actualmente encontramos talvez menos padarias – que, curiosamente, para além do pão também têm à venda pacotes de leite, conservas, coisas que nunca se tinha visto numa antiga padaria tradicional… Mas, encontramos muitas lojas sofisticadas ou «boutiques do pão» assim como nas grandes superfícies encontramos hoje em dia pão para todos os gostos. O «pão que faz bem ao coração», ou o «pão completo» ou o «pão cortado em fatias» ou o pão-de-forma também em fatias, muitos com a dominância dos mais variados cereais, etc, etc…
Mas uma coisa que agora tem proliferado muito e me causa estranheza, é o «pão sem côdea». Aparece por todo o lado sob diversas marcas e até as 'marcas brancas' já fornecem pão sem côdea!
Recordo-me de um amigo que já há vários anos, quando lhe mostrei um pão chamado sapata (?) se não me engano, que praticamente não tinha miolo, era muito achatado e quase só côdea, me disse felicíssimo «até que enfim, um pão reduzido ao essencial!» Evidentemente que estava perante um apreciador de côdea. Eu não sou assim, mas acho que um pão para ser pão, deve ter côdea e miolo. É um conjunto. Também não gostaria de um ovo só com clara ou só com gema.
Mas se estou a escrever esta queixa é que se torna muito frequente hoje, encontrar mais desse pão de forma sem côdea do que o normal. Quando chego à zona do pão, zás, prateleiras cheias com esse pão e nada do ‘normal’! Para além de não gostar, parece-me que estou a comer algodão, a verdade é que é bem mais caro do que o vulgaríssimo normal, completo, com miolo e côdea.
E depois a variedade é tanta que uma pessoa fica perdida. Já não sei se quero o integral, ou o bom para o coração, ou o com 7 cereais, ou o sem colesterol, ou o pequeno, o grande, o médio, com passas, com sementes, eu sei lá o quê…
S.O.S.
Gostava de encontrar pão sem extras e a preço acessível para aquilo que ganho.

Onde há?


Pé de Cereja

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Horas (ou metáforas)

Desde que me lembro que uso relógio. Nunca me habituei a ir ver as horas ao telemóvel, parece-me muito mais prático rodar o braço e dar uma olhadela ao instrumento que uso no pulso. Para além de que gosto mesmo de relógios, tenho um em cada divisão da casa, incluindo cozinha e casa-de-banho.
Mas, escuso de dizer que são relógios de pilhas. Todos. Mesmo o da sala que é uma boa imitação de um relógio antigo… trabalha a pilhas! E o meu de pulso, também.
Ora há pouco tempo dei conta de que a pilha do meu habitual, de pulso, tinha acabado e, porque não tinha tempo para ir tratar da substituição, fui buscar outro, velhinho mas excelente (marca Tissot!) que ainda era de corda. Pronto. Assunto resolvido, dei corda ao relógio e ele cá anda a funcionar muito bem.
Como se lembram de certeza, no penúltimo fim-de-semana, «mudou a hora» Numa casa com tantos relógios como é a minha aquilo dá sempre algum trabalho, função do meu filho, que a assumiu há anos. E ele nunca falha, creio até que tem um gosto especial nessa tarefa da 'volta-dos-relógios', acho que até tem pena que o do computador mude sozinho… portanto passei a semana toda seguindo-me pela a hora certa sem pensar mais no assunto.
Mas, há um relógio onde «o-meu-acertador-da-hora» não costuma mexer: o do meu carro. Isso já é função minha, e reconheço que me desleixo um tanto com isso. Olho para o mostrador, sei que tenho de lhe tirar  mentalmente uma hora e aquilo vai servindo assim.
Na última sexta-feira, tive de dar uma volta pela hora do almoço, e quando estacionei a carro achei boa ideia acertar finalmente o mostrador do relógio. Olhei para o meu pulso, vi a posição dos ponteiros e acertei o mostrador que ainda dava a hora antiga. A operação leva um certo tempo porque se faz com uns parafusinhos e tem de se dar a volta toda ao mostrador. Mas, OK. Obra acabada.
Continuei nos meus afazeres e a sentir que o tempo me estava a render muito. Tinha feito várias coisas e ainda era tão cedo…! De vez em quando passava por um dos relógios de rua e pensava «nunca estão certos, estes!». Porque o do carro prosseguia a sua caminhada sempre a andar e parecendo que muito bem.
Até que, já nem sei porquê, dei uma olhadela ao pulso e tive um baque - «o quêêê???» aquela hora era impossível. Pois era. Eu tinha-me esquecido de dar corda de manhã, e ele às tantas tinha naturalmente parado. E eu estive diligentemente a acertar o relógio do carro, por um que estava já no momento, parado!
Podia ser uma metáfora, não podia?

rodinhas mentirosas

Pé de Cereja

sábado, 13 de novembro de 2010

Aung San Suu Kyi



Uma boa notícia! (aos sábados parece que acontecem mais as boas notícias...)
Prémio Nobel da Paz, vencedora de umas eleições por 80% de votos, há anos em prisão domiciliária sem qualquer justificação que uma democracia entenda, parece que finalmente o vento mudou.
Será de vez, ou um bluff?


Pé-de-Cereja

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Casa da Achada e a música

Meus amigos, ando há uns tempos para falar num Centro Cultural que me interessa muito, não apenas culturalmente mas até por razões afectivas... É a Casa da Achada, Centro Cultural Mário Dionísio.
Acontece que este Centro começa a ser conhecido  também por o seu Coro. Incorpora gentes de todas as idade, desde que com boa vontade. Ia deixar aqui um vídeo de uma sua actuação, mas é mais de 20 minutos... não para agora! Contudo fica uma amostra de uma das canções cantadas quando do 1º aniversário da CASA:









ebben che siamo donne
paura non abbiamo
per amor dei nostri figli
per amor dei nostri figli

sebben che siamo donne
paura non abbiamo
per amor dei nostri figli
in lega ci mettiamo

A oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti, e noialtri socialisti
a oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti vogliam la libertà

E la libertà non viene
perché non c’è l’unione
crumiri col padrone
crumiri col padrone

e la libertà non viene
perché non c’è l’unione
crumiri col padrone
son tutti da ammazzar

A oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti, e noialtri socialisti
a oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti vogliam la libertà

Sebben che siamo donne
Paura non abbiamo
abbiam delle belle buone lingue
abbiam delle belle buone lingue

sebben che siamo donne
paura non abbiamo
abbiam delle belle buone lingue
e ben ci difendiamo

A oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti, e noialtri socialisti
a oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti vogliam la libertà

E voialtri signoroni
che ci avete tanto orgoglio
abbassate la superbia
abbassate la superbia

e voialtri signoroni
che ci avete tanto orgoglio
abbassate la superbia
e aprite il portafoglio

A oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri lavoratori, e noialtri lavoratori
a oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri lavoratori
I vuruma vess pagà

A oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti, e noialtri socialisti
a oilì oilì oilà e la lega crescerà
e noialtri socialisti vogliam la libertà

Vejam agora a Lega cantada no filme «1900» É fabuloso!


Pé-de-Cereja